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Avc é o mal que mais mata no país

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Um em cada seis habitantes do planeta vai ser vítima de acidente vascular cerebral (AVC) pelo menos uma vez na vida. Para discutir os tratamentos e a importância de divulgar os sintomas e os fatores de risco da doença, neurologistas brasileiros e de vários países se reuniram no 8º Congresso Mundial de AVC.

 Em 2011, só nos hospitais públicos, quase 180 mil brasileiros foram internados com AVC, a doença que mais mata no Brasil e atinge pessoas de todas as classes sociais e idades. Os principais fatores de risco são hipertensão, diabetes, colesterol alto e o hábito de fumar.

Os neurologistas apresentaram um teste que ajuda a identificar se a pessoa está tendo um AVC. Chama-se Teste Samu e é muito simples de fazer:

  • Peça um sorriso para a pessoa que está se sentindo mal. Veja se a boca fica torta.
  • Peça um abraço e note se o paciente tem condições de levantar os dois braços ou se tem perda de força.
  • Peça para a pessoa cantar um trecho de música ou lembrar uma frase. Observe se a fala está embolada, arrastada demais.
  • Se houver um desses sinais, ligue urgente para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que sabe quais são os hospitais preparados para receber pacientes com AVC.

AVC

Não basta chegar rápido ao hospital. O paciente tem que fazer uma tomografia para a equipe médica saber qual o tipo de AVC e começar o tratamento imediatamente. O tempo – desde os sintomas até a aplicação do remédio no hospital – tem que ser de, no máximo, quatro horas e meia. “Se a pessoa consegue fazer isso, os estudos mostram que reduz em até 20% a mortalidade e em 30% as sequelas”, alerta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

 A aposentada Inácia Gomes Melo, de 70 anos, é um exemplo disso. Ela teve um AVC há dois meses, começou o tratamento em menos de duas horas e voltou a andar e a falar normalmente.

 A reabilitação é outra preocupação dos médicos. Há equipamentos de última geração para o tratamento, mas ainda existe uma grande barreira: o preconceito. “A gente precisa ir rápido na parte social, mudar a cabeça das pessoas e o paciente tem que voltar ao seu trabalho, pra ele voltar à sociedade. O médico não quer que o paciente fique com ele no consultório, retornando, retornando e sim que ele viva, volte e viva melhor”, garante o neurologista Ayrton Massaro, coordenador do congresso.

 Fonte: Site do G1/Jornal Hoje

Postado em: Saúde e Bem Estar
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