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Fortalecimento Muscular ou Tissular?

Quando a gente fala de eletroestimulação, podemos nos referir a correntes de fortalecimento muscular, recurso muito utilizado na Estética, que precisa também dar atenção à flacidez muscular, já que os músculos dão sustentação a pele.

Além dos exercícios e atividades físicas que são importantes, a eletroestimulação tornou-se aliada do fortalecimento muscular e para o recrutamento de fibras que são difíceis de estimular, mesmo com musculação.

A eletroestimulação utiliza de equipamentos desenvolvidos especificamente com correntes de baixa intensidade, denominadas terapêuticas e visa restabelecer, fortalecer e regenerar fibras musculares. Desta forma, a eletroestimulação na Estética utiliza das correntes Russa, Aussie, BMAC, High e Medium Force, que objetivam o fortalecimento e o recrutamento de fibras musculares.

Cada uma dessas correntes tem frequências específicas que as diferenciam, entender como utilizá-las é essencial na escolha do melhor recurso para o seu paciente.

Mas o que é eletroestimulação?

A eletroestimulação utiliza de equipamentos desenvolvidos especificamente com correntes de baixa intensidade, denominadas terapêuticas e visa restabelecer, fortalecer e regenerar fibras musculares. Quando buscamos os primórdios da eletroestimulação, era mais comum na área da Fisioterapia, que visa a recuperação de fibras musculares inativas, o restabelecimento do movimento e para isso necessita-se de músculos, os músculos que tem esta função. Já a Estética veio mais tarde se beneficiar dos mesmos recursos, visando auxiliar os pacientes na busca mais rápida e eficiente do resultado.

Desta forma, a eletroestimulação na Estética utiliza das correntes Russa, Aussie, BMAC, High e Medium Force, que objetivam o fortalecimento e o recrutamento de fibras musculares. Cada uma dessas correntes tem frequências específicas que as diferenciam, entender como utilizá-las é essencial na escolha do melhor recurso para o seu paciente.

Como as correntes de eletroestimulação funcionam?

É importante avaliar e diferenciar a flacidez tissular da flacidez muscular:

Flacidez Tissular:

A Flacidez Tissular (ou flacidez de pele) acontece quando as fibras de colágeno começam a diminuir e se desorganizar, devido a desnutrição ou desidratação, a qual deixa a pele com o aspecto envelhecido, deve-se à falta de nutrientes responsáveis para a formação de uma boa estrutura tecidual.

A avaliação é feita pela inspeção visual, pois o tecido apresenta dobras e vincos. É por meio de pinçamento que se pode perceber a diminuição da tensão e consistência do tecido dérmico. É preciso fazer o “teste de prega”, uma manobra que consiste em fazer uma prega com os 3 primeiros dedos da mão, abrangendo uma boa quantidade de tecido. Segure a prega por uns 3 segundos e solte, observando o tempo para retorno à configuração de repouso. Se demorar muito para voltar à normalidade, há flacidez.

Flacidez Muscular:

A flacidez muscular é ocasionada pelo enfraquecimento do músculo devido a falta de estímulos, visualmente causa falta de tônus, enfraquecimento, pelo desgaste das fibras, diminuição de proteínas e consequente perda de sustentação. Pode ser facial e corporal.

A avaliação é feita através do teste de força, onde é possível visualizar a contração muscular ou a falta de tônus, também pode ser feita palpação para diferenciar de uma flacidez tissular (de pele).

Agora fica mais fácil compreender como as correntes de eletroestimulação podem beneficiar o tratamento da flacidez muscular.

Para atender a necessidade fisiológica neuromuscular, a corrente necessita ser interrompida, é por este motivo que o aparelho é de frequência modulada, isto é, uma variação ordenada dos ajustes, com o objetivo de obter o máximo de resultados da estimulação.

A frequência modular é usada para diferenciar os tipos de fibras musculares. Nossa musculatura possui dois tipos de fibras distintas, e cada uma possui funções e características específicas. Assim, a frequência modulada é necessária, para que haja estimulação específica para cada fibra. Essas fibras são denominadas: Fibras vermelhas e fibras brancas.

 

Como identificar o tipo de fibra muscular?

Vamos identificar de maneira objetiva:

As Fibras denominadas tipo I, são Fibras Vermelhas, são as de contração lenta, que permitem atividades de resistência. Frequências mais baixas na eletroestimulação recrutam essas fibras.

As Fibras tipo II, são Fibras Brancas, de contração rápida, que fadigam facilmente pelo alto gasto energético. Se utilizarmos frequências altas na eletroestimulação, estas fibras facilmente serão recrutadas, o gasto energético é maior, mas cuidado, porque podem fadigar.

As Fibras tipo II, tem subclassificação em IIa e IIb, chamadas de intermediárias, pois além de serem rápidas, são resistentes, são recrutadas quando a atividade aumenta em minutos e vai além do limite, geralmente na musculação e na natação.

É importante saber com quais fibras se trabalha, pois é dessa forma que se pode evitar a fadiga e fazer da eletroestimulação um procedimento eficiente.

Exemplo prático: seu paciente fez Ultrassom ou Ultracavitação e precisa fazer uma atividade física que exija gasto calórico, mas ele não pode fazer uma caminhada, não tem esteira em seu espaço, o que você pode fazer? Conhecendo os tipos de fibras, agora você sabe qual delas quer recrutar para promover gasto calórico. De que forma? Corrente programada para fibras brancas, com frequência alta.

Outro exemplo: paciente com falta de tônus, quer turbinar o bumbum, qual o tipo de fibra você vai trabalhar? Fibras vermelhas e intermediárias, certo? O gasto calórico não será alto, mas a contração de frequência mais baixa vai trazer hipertonia ao músculo, pode ser utilizada corrente por maior tempo, o que aumentará a circulação sanguínea no local. Veja:

Fibras Brancas: Largura de Pulso: 250 us – Frequência: 65 a 100 Hz

Fibras Vermelhas: Largura de Pulso: 250 us – Frequência: 35 a 50 Hz

Pronto, agora que você já sabe o alvo da eletroestimulação, vamos conhecer as correntes.

Corrente Russa:

A Corrente Russa possui frequência fixa de 2,5 Khz, é o nome do tratamento de tonificação muscular e aumento da força muscular, realizado através de um equipamento de eletroterapia capaz de promover a contração muscular. Por frequência, entende-se os ciclos de pulsos, pois são estes que determinam a mesma, devido a média frequência ser uma corrente de efeito de profundidade, capaz de atingir estruturas teciduais musculares profundas.

Corrente Aussie:

A Corrente Aussie possui frequência de 1 e 4 Khz e tem seu nome patenteado pela empresa Ibramed, porém suas frequências são utilizadas por outras marcas com nomes diferentes, então a modulação da Corrente BMAC da KLD e da Correntes Stimulus (High e Medium Force) da HTM, são iguais.

Essa modulação de frequência dá a Corrente maior conforto na aplicação, o fortalecimento consegue recrutar fibras mais profundas e difíceis de acessar, pois consegue-se aumentar a intensidade. É considerada uma corrente preparatória, pois, tem melhor aceitação no cliente inicial, para depois utilizar a Corrente Russa.

Colocação e tamanho dos Eletrodos

Outra questão importante na eletroestimulação são as dúvidas quanto ao tamanho e a colocação dos eletrodos. As correntes têm uma intensidade por cm/2. Imagina a densidade de uma corrente num eletrodo de 5 cm e num eletrodo de 20 cm. O que acha que acontece, na mesma intensidade? O Eletrodo de 5 cm vai concentrar a intensidade e pode gerar intenso desconforto. Já no Eletrodo de 20 cm, o contrário ocorre, a corrente fica muito dispersa e pode até atingir estruturas que não são alvo do tratamento. O ideal é escolher o eletrodo de acordo com o tamanho do músculo. Para correntes alternadas como a Russa e Aussie se utiliza eletrodos de Silicone ou Autoadesivos.

Quanto a colocação, como o objetivo é fortalecimento muscular, é necessário saber a anatomia dos músculos, o sentido da contração pode ser muito eficiente colocar nos pontos motores, estes serão responsáveis pela contração tônica. Se você tem dificuldade de encontrar os pontos, coloque no ventre muscular, onde é possível ver a contração, caso isso não aconteça, ou o eletrodo está na posição incorreta ou a intensidade está baixa.

Os canais devem estar próximos um do outro, no mesmo lado, no mesmo músculo. Para maior eficiência pode-se solicitar que o paciente faça a contração ativa, faça o movimento quando a corrente estiver passando.

Os benefícios:

Tonificação e fortalecimento muscular;

Redução de medidas;

Promove aumento da irrigação sanguínea, através da vasodilatação;

Aumento da potência muscular;

Aumento do retorno sanguíneo e do linfático, favorecendo o retorno venoso;

Em geral, promove analgesia, estimulação muscular, vasodilatação, redução de inchaço, estimulação da cicatrização de lesões em tecidos moles.

Atentar-se às contraindicações:

Pessoas com dores não diagnosticadas;

Dispositivos eletrônicos implantados (ex: marcapasso cardíaco);

Pacientes Cardíacos,

Gravidez;

Não estimular sobre seios carotídeos;

Não colocar os eletrodos sobre a boca ou pescoço;

Verificar a condição da pele antes da aplicação da eletroestimulação.

Conheça os Equipamentos

Há no mercado muitos modelos que trazem só correntes isoladamente ou ainda em plataformas combinadas, nós podemos te ajudar a escolher os melhores aparelhos:

 

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Concluindo:

Para o alcance dos resultados desejados é importante levar em consideração a frequência, a intensidade da corrente aplicada, a quantidade de corrente elétrica emitida e o tempo de tratamento. É importante durante o uso do equipamento, a visualização da contração muscular, que se dá por um momento de contração e um momento de relaxamento. Para tratar a flacidez é ideal utilizá-lo por um período de 15 a 30 minutos, três vezes por semana em dias alternados.

É bom também lembrar que o fortalecimento muscular também pode ser feito em facial, com canetas ou com eletrodos, aproveite a eletroterapia com todo o seu potencial!

Postado em: Fisioterapia, Geral, Saúde e Bem Estar
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