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Tecarterapia x Radiofrequência – mitos e verdades

Você sabe o que é a radiofrequência?

Conforme os princípios do aquecimento tecidual por diatermia, a radiofrequência tem sido extensamente usada na medicina há mais de 50 anos. O efeito de sua energia no corpo humano depende da frequência aplicada. Em baixa frequência, a corrente elétrica causa convulsão muscular e é utilizada, por exemplo, no desfibrilador elétrico.

Enquanto que, em frequências mais elevadas, a corrente elétrica causa aquecimento nos tecidos que estão em contato com o eletrodo e é utilizada para diversas finalidades. As frequências dos dispositivos nomeados como radiofrequência disponíveis no mercado variam entre 0,3 e 100MHz.

Saiba quais são as normas da faixa de espectro eletromagnético

Ademais, é importante citar que a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) determina que radiofrequência corresponde à faixa do espectro eletromagnético de 9kHz a 300GHz, que é utilizado na radiocomunicação, entretanto, para equipamentos de radiofrequência utilizados na área médica e na estética, não são todas as faixas de frequência que são permitidas perante as normas internacionais.

Baseando-se nas normas técnicas existentes para construção de aparelhos médicos, as frequências liberadas e permitidas para dispositivos médicos de radiofrequência são: 13,56MHz, 27,12MHz e 40,68MHz (CISPR11 ISM, NBR IEC 60601-1, NBR IEC 60601-1-2 e NBR IEC 60601-2-3).

Quando identificar recursos denominados radiofrequência?

Assim sendo, os dispositivos que apresentam uma dessas três frequências podem ser considerados pertencentes à modalidade terapêutica de radiofrequência e são utilizados na área médica. Além disso, eles são capazes de produzir um campo eletromagnético através do aplicador, gerando, assim, uma energia eletromagnética que é propagada aos tecidos biológicos com o propósito de produzir calor.

 

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Hooke Ibramed – Aparelho de Radiofrequência

 

 

 

Como funcionam as faixas de frequências?

Antes de mais nada, faixas de frequências abaixo desses valores estão presentes em diversos equipamentos na área da estética. No entanto, esses dispositivos utilizam uma corrente elétrica com o intuito de produzir calor nos tecidos, além de não apresentarem frequências permitidas por norma para serem considerados dispositivos médicos de radiofrequência.

Qual a consequência disso?

Dessa forma, a nomenclatura “radiofrequência” é difundida de maneira errônea em alguns dispositivos, o que gera muitos questionamentos a respeito das diferenças entre os equipamentos.

Conheça, então, a tecarterapia

Nesse sentido, visando uma melhor classificação das terapias por estimulação elétrica, que são utilizadas para a produção de calor profundo, surge o conceito e a tecnologia da TECARTERAPIA (Transferência de Energia Capacitiva e Resistiva de Alta Frequência). Essa é uma terapia eletrotérmica não invasiva classificada como termoterapia profunda, a qual é baseada na aplicação de uma corrente elétrica dentro da faixa de frequência que compreende de 300kHz a 1.2MHz.

 

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A tecarterapia pode ser comparada com a radiofrequência?

Em resumo, a tecarterapia pode ser comparada com a radiofrequência no que diz respeito aos seus efeitos fisiológicos, indicações de uso e contraindicações, porém, por questões normativas, não pode ser chamada de radiofrequência.

Como funciona a tecarterapia, então?

Em primeiro lugar, a tecarterapia apresenta a opção de uso nos modos capacitivo e resistivo, podendo ser utilizada para tratamentos atérmicos, térmicos e hipertérmicos devido ao fato de apresentar modo de emissão contínuo e pulsado.

Do mesmo modo, é possível ajustar os parâmetros para promover ou não o calor, de acordo com o objetivo terapêutico, o que permite aplicabilidades para as áreas da reabilitação física, estética facial, corporal e estética íntima.

 

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Nèartek – Aparelho de Tecarterapia

 

E a radiofrequência?

Em contrapartida, a radiofrequência não é capaz de manter um modo de atermia por tempos prolongados, o que dificulta sua atuação em determinados tipos de tratamentos, tais como, por exemplo, para auxílio na drenagem linfática, pós-operatório imediato ou para reabilitação física em quadros clínicos agudos.

Além disso, dispositivos de radiofrequência trazem aplicadores resistivos ou capacitivos, não incentivando o uso combinado de ambos os aplicadores na mesma sessão de tratamento, o que possibilitaria maior penetração da corrente elétrica.

Afinal, qual o diferencial da tecarterapia?

O grande diferencial da tecarterapia perante os dispositivos de radiofrequência que também geram correntes elétricas é o fato dela promover a redução dos valores de resistência interna dos tecidos, com o objetivo de otimizar a propagação da corrente elétrica para dentro dos tecidos biológicos, uma vez que o aquecimento por meio dessa modalidade ocorre do exterior para o interior dos tecidos, devido à resistência da pele encontrada pela corrente.

Quais são os benefícios perceptivos nos efeitos fisiológicos com o tratamento de tecarterapia?

Por meio da aplicação combinada, primeiramente, o modo capacitivo é realizado visando ao aumento da vascularização e à redução dessa resistência interna. Posteriormente, no modo resistivo, a corrente é capaz de atingir níveis mais profundos para a produção de calor.

 

E os benefícios do tratamento com radiofrequência?

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Nas radiofrequências que possuem frequências de 13,56MHz, 27,12MHz e 40,68MHz, o aplicador apresenta uma bobina magnética interna que permite a geração de um campo magnético, o qual interage com o campo elétrico e dá origem a um campo eletromagnético. Esse campo produz uma energia que se propaga para dentro dos tecidos biológicos, provocando um aquecimento do seu interior para o exterior. Só para exemplificar, os efeitos fisiológicos ocorrem nos tecidos, pois a passagem do campo eletromagnético em alta frequência causa a polarização e a oscilação das moléculas de água, ocasionando o calor.

Em virtude de tal estudo, o que se pode concluir?

Em conclusão, tanto as radiofrequências como a tecarterapia causam a fricção entre as moléculas de água, transformando a energia em calor e induzindo termicamente os efeitos fisiológicos promovidos pela técnica, bem como a termocontração do colágeno, remodelagem tecidual, neocolagênese e neoelastogenese, lipólise termo-induzida, entre outros efeitos.

 

Fonte: Ibramed

 

Postado em: Estética, Fisioterapia, Geral, Saúde e Bem Estar
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